Mas é também um dos corolários de uma estratégia de marketing, de branding que, estando na linha da frente da mediação cultural, estabelece em simultâneo compromissos e cria expectativas nos seus públicos.
Um serviço educativo cria públicos, baseia-se no conceito de que toda a vida é um acto criativo e que, para a sua plena realização, estes actos têm que estar apoiados no conhecimento, na melhor compreensão daquilo que nos rodeia, oferecendo ferramentas de conceptualização e, também, de acção.
Neste âmbito, acreditamos que o outsourcing e as parcerias podem ser uma mais-valia organizacional, preservando sempre o conhecimento como o fulcro da acção. Um plano de acção educativa deve ter o contributo do curador e do investigador, mas também do pedagogo e do comunicador, melhorando a experiência da visita numa lógica de fruição multidimensional.
Aqui e noutras instituições culturais, a criação de um serviço educativo à medida da sua missão, sem constrangimentos organizacionais, capitalizando sempre as políticas de marketing e de comunicação, traz valor para o Museu. Uma parceria permite que uma entidade mais pequena e mais ágil seja um mediador eficiente e atento, criando riqueza intelectual e afectiva, com claros benefícios económicos numa lógica de sustentabilidade.
Será que o Museu pode capitalizar o factor “preço”, na medida em que oferece um investimento competitivo em relação a outros operadores culturais (teatro, música, cinema) e a disponibilidade do potencial visitante? Acreditamos que sim. Principalmente junto de dois segmentos muito importantes: jovens famílias com crianças, em que existe um investimento claro no lazer e na cultura dos mais novos; novos seniores, que usufruem de tempo e de rendimentos, assim como de uma grande abertura para novas experiências.
Do mesmo modo, um Museu pode ser território de inclusão, alicerçando a sua relação com públicos especiais com técnicos especializados, capazes de transformar o contexto do espaço e da peça em matéria de reflexão e de descoberta.
Para tal, a sustentabilidade financeira e o acompanhamento e divulgação dos “resultados” são ferramentas essenciais para chegar a um serviço público de qualidade, em que o acesso acaba por ser universal, com uma gestão porventura mais rigorosa do investimento e dos benefícios, graças à intervenção de agentes externos.»
Retirado do Relatório de Actividades
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