Serviço de Educação e Mediação do MN Traje 2011 | Prémio APOM

Segunda-feira, 12 de Dezembro. Prémios APOM.
O Museu Nacional do Traje recebeu o Prémio de Melhor Serviço de Extensão Cultural APOM 2011, reconhecendo o valor da parceria estabelecida entre o Museu e a Mapa das Ideias. A directora do Museu, Clara Vaz Pinto, fez um rápido discurso que deixou toda a equipa da Mapa muito emocionada. Obrigada!

«Um serviço educativo tem que se pautar por uma missão, valores próprios, pela capacidade de estabelecer relações de longo prazo com os seus públicos. Do ponto de vista da instituição cultural, encontra-se na intercepção da sua missão entre colecções e públicos.
Mas é também um dos corolários de uma estratégia de marketing, de branding que, estando na linha da frente da mediação cultural, estabelece em simultâneo compromissos e cria expectativas nos seus públicos.

Um serviço educativo cria públicos, baseia-se no conceito de que toda a vida é um acto criativo e que, para a sua plena realização, estes actos têm que estar apoiados no conhecimento, na melhor compreensão daquilo que nos rodeia, oferecendo ferramentas de conceptualização e, também, de acção.
Neste âmbito, acreditamos que o outsourcing e as parcerias podem ser uma mais-valia organizacional, preservando sempre o conhecimento como o fulcro da acção. Um plano de acção educativa deve ter o contributo do curador e do investigador, mas também do pedagogo e do comunicador, melhorando a experiência da visita numa lógica de fruição multidimensional.
Aqui e noutras instituições culturais, a criação de um serviço educativo à medida da sua missão, sem constrangimentos organizacionais, capitalizando sempre as políticas de marketing e de comunicação, traz valor para o Museu. Uma parceria permite que uma entidade mais pequena e mais ágil seja um mediador eficiente e atento, criando riqueza intelectual e afectiva, com claros benefícios económicos numa lógica de sustentabilidade.
Será que o Museu pode capitalizar o factor “preço”, na medida em que oferece um investimento competitivo em relação a outros operadores culturais (teatro, música, cinema) e a disponibilidade do potencial visitante? Acreditamos que sim. Principalmente junto de dois segmentos muito importantes: jovens famílias com crianças, em que existe um investimento claro no lazer e na cultura dos mais novos; novos seniores, que usufruem de tempo e de rendimentos, assim como de uma grande abertura para novas experiências.
Do mesmo modo, um Museu pode ser território de inclusão, alicerçando a sua relação com públicos especiais com técnicos especializados, capazes de transformar o contexto do espaço e da peça em matéria de reflexão e de descoberta.
Para tal, a sustentabilidade financeira e o acompanhamento e divulgação dos “resultados” são ferramentas essenciais para chegar a um serviço público de qualidade, em que o acesso acaba por ser universal, com uma gestão porventura mais rigorosa do investimento e dos benefícios, graças à intervenção de agentes externos.»

Retirado do Relatório de Actividades
Veja aqui mais!

http://issuu.com/mapadasideias/docs/mediacaomntraje

1 comentário em “Serviço de Educação e Mediação do MN Traje 2011 | Prémio APOM

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